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História | Prefeitura Municipal de Santo Antônio do Retiro MG

História de Santo Antônio do Retiro

Fonte: Prefeitura Municipal de Santo Antônio do Retiro

 

Santo Antônio do Retiro é um pequeno município do norte mineiro, quase na divisa com a Bahia. Está localizado na chamada mesorregião Norte de Minas Gerais, na microrregião de Salinas, no vale do Alto Rio Pardo. Está limitado ao norte por Espinosa, ao sul por Rio Pardo de Minas, ao leste por Mato Verde e Monte Azul e a oeste por Montezuma, já na divisa com o estado baiano, município muito visitado pelas suas famosas termas.

Fonte: Wikipédia

 

Santo Antônio do Retiro está localizado no lado oriental da Serra Geral. Sua região é dominada pelo cerrado, com vegetação típica composta de gramíneas, arbustos e árvores esparsas. As árvores têm caules retorcidos e raízes longas, o que facilita a absorção da água. Sua temperatura média anual é de 24 ºC, com um índice médio pluviométrico anual de 827,7 mm.

 

A área territorial do município é de 796,872 km². Tem uma população de 6.938 habitantes, segundo censo do IBGE de 2010, estando distribuída em 5.348 habitantes na zona rural e 1.590 na zona urbana. Tem uma média de 8,71 habitantes por km².  Está a cerca de 700 km da capital Belo Horizonte e a cerca de 280 km de Montes Claros, a “Princesa do Sertão” norte mineiro.
 

Consta que o primeiro habitante em solo retirense, na atual Sede, foi Joaquim Cardoso de Sá, nascido em 1741, e falecido em 12 de agosto de 1791 na Fazenda do Campo Grande, Freguesia de Santo Antônio da Barra, atual Condeúba, na Bahia. Era filho do Capitão-Mor Salvador Cardoso de Sá, a primeira grande autoridade a residir nos chamados “Sertões do rio Pardo”, falecido em 10 de maio de 1758 no São Romão, que deixou numerosa descendência que se estende até os dias de hoje (exemplos dessa descendência são os Luiz de Campos, os Costa, os Cardoso de Sá, os Barbosa da Cruz, os Barbosa de Souza, os Silveira, antigos proprietários do Capão, e outros). A esposa de Joaquim Cardoso, Maria de Araújo Paes, quando viúva, como consta, a 06 de outubro de 1810, fez doação de uma posse a Inácio Ferreira da Costa, provavelmente um parente, no Retiro, no valor de 50$000 (cinquenta mil réis). A esposa de Inácio, Hilária Maria de Jesus, aí faleceu em 1835. Residiram por muitos anos do Retiro. Sendo que dois de seus quatro filhos (os outros dois eram Braz Ferreira da Costa e Maria), Joaquim Ferreira da Costa e José Ferreira da Costa,  constam como proprietários de terra no dito Retiro no ano de 1854, ao lado de Pedro Soares de Miranda, Manoel Barbosa de Souza e Silvério Teixeira Ribeiro, que aí tinha três posses de terra e assentou fazenda. Silvério viveu por muitos anos no Retiro, aí falecendo em 10 de maio de 1896.
 

Já na primeira metade do século XIX, tivemos a presença da família Cruz na antiga Fazenda Rio Pardinho, certamente sua fundadora, que fica localizada nas imediações da atual Sede do município de Santo Antônio do Retiro. Pelo que se tem registrado, os mais antigos ascendentes dessa família eram: Manoel José da Cruz, nascido em 1784 e falecido em 04 de junho de 1864, e Raimunda Maria do Rosário, falecida em 04 de outubro de 1866, na Fazenda Rio Pardinho, neta de Salvador Cardoso de Sá e sobrinha do supramencionado Joaquim Cardoso de Sá. 

Manoel José da Cruz foi Vereador suplente na instalação da Vila de Rio Pardo em 1833. Tendo sido eleito para a 2ª Câmara Municipal de 1837 a 1841; 1º Juiz de Paz substituindo o Juiz de Direito em 1833 e 4º substituto do Juiz Municipal e de Órfãos do Termo de Rio Pardo, em 1846. Era um dos homens mais ricos do município, sendo o maior proprietário de escravos quando de sua morte e a fazenda Rio Pardinho sua mais rica e imensa propriedade.

Manoel e Raimunda eram os bisavós paternos do conhecido Adriano Barbosa da Cruz, falecido em 29 de abril de 1992, aos 84 anos de idade. Seu pai, Maximino Barbosa da Cruz (nascido em 1848 e falecido em 27 de agosto de 1929), era filho de Vitorino Barbosa de Souza e Zeferina Maria do Rosário, filha de Manoel e Raimunda, e fazendeiro de bons recursos, dos mais ricos e influentes de seu tempo, tendo sido vereador na 19ª, 20ª, 22ª e 24ª da CM de 1901 a 1922. Da magnífica e grande casa onde esses antigos moradores residiram na dita fazenda, que foi construída por escravos seus, restam apenas as ruínas. 

 

Além dessa família tivemos a presença da família Paranhos da Silva, cujos mais antigos representantes eram Luís da Silva Paranhos e Maria do Reis. Embora, segundo constatamos, o mais antigo Paranhos da Silva que aparece naquelas paragens era Antônio da Silva Paranhos (nascido em 1780, ainda estava vivo em 1857), no ano de 1831, ao que tudo indica, pai de Luís Paranhos. Essa família residia na fazenda Tabuleiro. Luís e Maria foram pais de imensa prole. Dentre os filhos citamos Pedro Paranhos da Silva, falecido em 12 de maio de 1944, pai de Nazário Antunes Silva, Zacarias Antunes Silva (vulgo Jaco), Teodorico Antunes Silva, Nozina Gomes da Silva, Marina Maria de Jesus (vulgo Doninha), dentre outros. 
 

O ramo Paranhos da Silva desdobrou-se em vários, isto é, mesclou-se com vários outros; sendo que hoje quase não há ninguém com esse sobrenome, embora muitos descendam dele. Além do mais, essa mescla dos Paranhos da Silva com outros ramos familiares vem mesmo é reforçar a antiga tese dos retirenses de que todos ali são parentes; e isso, de fato, em grande parte, é verdade – como se verá a partir dos fundadores do antigo arraial, e de outros moradores posteriores àqueles.
 

Mesmo que os referidos acima, dentre outros, tenham sido os primeiros a habitar a atual Sede, ou mesmo lugares próximos dela, o que se considera, seguindo a tradição, é que os os mais destacados habitantes, que são considerados de fato os reais fundadores do arraial, foram os conhecidos Tiões: Sebastião Gomes de Abreu, Sebastião Teixeira Ribeiro e Feliciano Soares Pereira (vulgarmente conhecido como Sebastião Pereira ou Tião Pereira). 

Esses homens são de fato os primeiros fundadores, pois foram os primeiros a tomar a iniciativa, junto a Tibúrcio - de sobrenome desconhecido, foi um dos primeiros proprietários e também construtor da primeira capela dedicada a Santo Antônio, santo do qual era devoto, é que hoje é o santo padroeiro do município - de transferir a primeira capela, que era às margens do Córrego de Santo Antônio (o Córrego Santo), para as proximidades da atual Praça da Matriz, onde está a atual igreja católica, construída pelos idos de 1940. Foi assim, a partir dessa capela construída pelos Tiões, que começou a se formar a hospitaleira Santo Antônio do Retiro. Vêm dessa época as festas de Santo Antônio, que ocorrem entre os dias 31 de maio e 13 de junho, e que muito agitam a cidade. Com feirinhas, forrós, fogueiras, procissões, leilões. Tradição de mais de cem anos.

O nome do município, segundo muitos, vem daí, do ato de retirar o santo da capela de barro e palha às margens do córrego e trazê-lo para dentro do incipiente povoado. Por isso, Santo Antônio do Retiro – a junção do nome do santo com o ato de retirar. Todavia, nenhuma objeção quanto ao nome do santo na composição do nome do município, o nome Retiro remonta a tempos remotos e imemoriais, cuja localização temporal é complexa precisar. Tal nome vem desde a época de Joaquim Cardoso de Sá, fins do século XVIII, e da acima referida doação de terra a Inácio Ferreira da Costa, princípio do século XIX – ano de 1810, sendo que a mais antiga referência documentada data do ano de 1783, data de nascimento de José Cardoso de Araújo, filho de Joaquim Cardoso de Sá, que nasceu na fazenda de que tratamos.

 

Os Tiões que ali chegaram, o Gomes de Abreu e o Soares Pereira (sabendo que o Teixeira aí já estava, pois era filho de Silvério Teixeira, que já era fazendeiro no Retiro), e também assentaram fazenda e ajudaram a consolidar a prática da agricultura e criação de animais, foi já na segunda metade do século XIX, pelos anos 1880-1890. O arraial foi fundado a cerca de 500 metros do rio Cedro, outrora conhecido, conforme documentos da época, como rio “Gallinha”, e também como Rio Pardinho (de acordo com alguns mapas daquele tempo). Rio esse que nasce na Serra Geral, constituindo uma das bifurcações da bacia do Rio Pardo, antes desse mesmo chegar à cidade de Rio Pardo de Minas, especificamente na região do Traçadal, quando muda de nome. 
 

Esses homens deixaram prole que se estende até hoje. Sebastião Gomes de Abreu, que provavelmente era natural do antigo Tremedal (atual município de Monte Azul e parte do de Mato Verde) fora casado com Maria Joaquina de Jesus, irmã de Sebastião Teixeira, era pai do conhecido Gasparino Gomes (nascido em 1892 ou em 1894 e falecido em 07 de outubro de 1962), Pantaleão, Eulália (sepultada a 19 de dezembro de 1942), Maria Hilária de Jesus (falecida em 07 de novembro de 1944), esposa de Pedro Paranhos, e Venância Gomes.
 

Sebastião Teixeira Ribeiro,  filho, como já dissemos, de Silvério Teixeira Ribeiro e que acreditamos ter nascido no Retiro e ter sido sua mãe a filha de Inácio Costa e Hilária Maria, Maria, era pai de Irio Teixeira Ribeiro (falecido em 04 de julho de 1947) e Timóteo Teixeira Ribeiro. Sendo filho de Silvério, descendia, pois, de um antigo e poderoso ramo familiar de Rio Pardo, mais especificamente da antiga fazenda Cedro, hoje no município de Santo Antônio do Retiro, cujo dono fora João Lourenço Ribeiro, o mais rico homem da Vila de Rio Pardo quando de sua morte em 1857.
 

Feliciano Soares Pereira, que vivia no Rio Pardinho, exatamente  no lugar Jequi, antes de assentar fazenda no Retiro, casado com Jesuína Carolina da Cruz, esta possivelmente era do antigo tronco dos Cruz (proprietários da antiquíssima Fazenda Rio Pardinho), era pai de Antônio Soares Pereira (nascido em 14 de novembro de 1866 e falecido em 09 de junho de 1962, aos 95 anos de idade, viveu na Lagoa Escura), Claudino Soares Pereira (pai de Alício Soares e avô de Almendes Soares), Aristides Soares Pereira e outros. Esse Aristides, casado com Maria de Sousa Cabral, irmã de Justino Gomes, era o pai do Sr. Diocelino Soares Pereira, 1º Juiz de Paz na instalação do Distrito de Santo Antônio do Retiro. Aristides, o primeiro professor do arraial, bancado pelos primeiros moradores, faleceu em 07 de setembro de 1944, no estado de São Paulo.
 

Habitante da mesma época dos Tiões foi Manuel Vieira Ramos, casado com Agostinha, também irmã de Sebastião Teixeira e filha de Silvério Teixeira. Manuel era pai de Claurinda Maria de Jesus (Lôra), esposa de Justino Gomes de Abreu. Todavia, não sabemos se teve participação na fundação do arraial junto com os Tiões.
 

Geração posterior a dos Tiões, que conviveu com os filhos dos mesmos e que por ali foi se achegando e assentando propriedade, foi a do Sr. Etelvino Fernandes Costa, tropeiro, negociante e proprietário, que veio do São Joaquim (nascido em 1894, e falecido em 1° de maio de 1942), pai de Antônio Fernandes Costa (Tininho), Odílio Fernandes Costa e imensa prole; Tibério Ferreira Neves (nascido em 1889 e falecido em 11 de agosto de 1969, aos 80 anos de idade), comerciante, sua irmã Arquilina Maria Monteiro, seu irmão Abílio Neves, seu outro irmão Pompílio das Neves, eram baianos; Claudovino Pardinho de Souza (falecido na noite de 26 para 27 de outubro de 1941), lavrador, casado com Profetina Maria dos Reis, irmã de Pedro Paranhos, natural de Riacho de Areia, habitante às margens do córrego Santo, pai de Anízio Pardinho (nascido em 1901 e falecido 27 de janeiro 1977), Calistina, Santina, Minelvina e outros; Justino Gomes de Abreu (nascido em 12 de dezembro de 1881 e falecido em 20 de fevereiro de 1968), natural de São João do Bonito, atual distrito do município de Mato Verde, pai de Joana Gomes, Almerinda Gomes (Mézinha), Geraldina Gomes, Generosa Gomes e outros, era lavrador e também foi zelador da Capela da Vila de Santo Antônio do Retiro; João de Deus Ferreira (falecido em 03 de setembro de 1941), residente no lugar Cabeceira do Rêgo, saída para Montezuma, casado com Urcina Vieira Ramos, filha de Manuel Vieira Ramos, era pai de Faustino de Deus Ferreira; Joaquim Barbosa, forte comerciante e proprietário, casado com Aurora Sofia, irmã de Felicidade Sofia, esposa de Etelvino Costa; Teófilo Ferreira do Nascimento; Chiquinho Purga; as mulheres Benedita Preta e Firmina Preta, beatas; José Dias da Rocha (falecido em 28 de abril de 1982, aos 78 anos idade), morador no Capão; dentre outros antigos moradores, cujos nomes não nos será possível mencionar devido ao  espaço.
 

Em 20 de abril de 1926, às 10 horas da manhã, passou aterrorizando o arraial os chamados “revoltosos”. Ali mesmo sestearam. Margearam os rios Pardinho e Cedro. Era a Coluna Prestes, composta por mais de 1.000 homens, que apesar do seu ideal político-social de reforma, cometeu algumas barbáries, seja por desvios de alguns membros ou pouco e sensível conhecimento da real condição camponesa. Desvios que, de um modo ou de outro, acabou confirmando a visão que as elites tradicionais tinham desse movimento – saqueadores, violadores da ordem constituída. Dessa passagem temos registrado na memória dos mais velhos duas mortes (uma nas proximidades do córrego Santo, onde ainda é possível ver uma cruz; a outra, a de José Pereira Costa, filho de João Pereira Costa, vulgo João de Cota), covardias, maus tratos, pilhagem e violação das propriedades de pequenos comerciantes; muitas pessoas, aterrorizadas, debandaram pelos matos e procuraram se esconder. Essa passagem foi registrada, com data e hora, por Lourenço Moreira Lima, o “Bacharel Feroz”, secretário da Coluna, no livro “A Coluna Prestes (Marchas e Combates)”, embora na mesma obra não tenha registrado as barbáries ali cometidas. 
 

Em 1932 foi feita a divisão da fazenda Canabrava. No princípio de formação do arraial, seus limites estavam circunscritos aproximadamente a atual Sede, com limites próximos a fazenda Rio Pardinho. A partir daquela data não mais seria assim. Seus limites foram amplificados, indo da fazenda Rio Pardinho (os limites dessa iam até os atuais limites da fazenda Brejo Grande, cerca de 30 quilômetros) até os limites atuais com o município de Rio Pardo de Minas, sendo Patrimônio da Capela de Santo Antônio do Retiro. Quando da criação do Distrito de Santo Antônio do Retiro, a demarcação feita coincidia na íntegra com aquela feita em 1932. 
 

Pelos idos dos anos finais de 1930 e início dos 1940 ali chegaram Aprígio Fernandes Ribeiro (falecido em 02 de outubro de 1958), que também deixou prole; João Fernandes Ribeiro, pai de grande prole dentre eles, alguns de destaque: José Fernandes (Zico), Jacob Fernandes, Jaci Fernandes, Valdir Fernandes; Belarmino Francisco Maurício, que veio de Santo Antoninho, casado com Josefa Nogueira Borborema (falecida em 07 de junho de 1982, aos 68 anos de idade), pai de Deocleciano Francisco Maurício, Jaime Francisco Maurício, Maria Nogueira de Souza, Carmelita Nogueira, dentre outros. Antes mesmo, no Retiro e no Rio Pardinho tínhamos a presença já da família Barbosa de Souza, cujos ascendentes eram: Ângelo Barbosa de Souza e Luzia Antunes de Bem, marido e esposa, respectivamente. Pais de João Barbosa de Souza, Justino Barbosa de Souza (nascido em 28 de junho de 1917 e falecido em 31 de julho de 2011, aos 94 anos de idade), Elias Barbosa de Souza, dentre outros.
 

João Fernandes Ribeiro, que veio do Brejo Grande com sua esposa Aurora Francisca da Silva, em 1939, foi negociante de tecidos, armarinhos e miudezas, homem de importância política e social para o arraial, por sua grande desenvoltura e inteligência, e futuro distrito em 1964. Instalação na qual tomou parte, pois foi vereador na 29ª Câmara Municipal de Rio Pardo de Minas, e assinou a Ata da instalação do Distrito de Santo Antônio do Retiro. Antes mesmo disso, em 15 de fevereiro de 1954, tornou-se vice-presidente da Câmara da Municipal de Rio Pardo de Minas. Era homem que trazia todas as novidades tecnológicas para o arraial. Foi o proprietário do primeiro automóvel do arraial e primeiro morador a usar tinta a óleo nas portas e janelas de sua casa. Ainda foi o responsável pela instalação do Cartório Municipal em Santo Antônio do Retiro. Chegou a ser também Escrivão de Paz.  João Fernandes, nascido em 07 de setembro de 1908, faleceu em 13 de novembro de 1979.
 

A 1ª eleição no povoado do Retiro, organizada por partidários da UDN, ocorreu em 03 de outubro de 1950, em um dia de terça-feira. A mesa Receptora teve como Presidente o Sr. Antônio de Souza Sobrinho; e como mesários: 1º Messias Paes Rodrigues e 2º D. Maria Rainha dos Anjos, então professora, Secretários: Hermes Ferreira Neto e Manoel José da Mata; fiscais, Aderval Costa, Gentil Fernandes da Costa e Alício Soares Pereira. Os Candidatos para Prefeitura: o Senhor Gumercindo Costa e o Senhor João da Silva Mendes.
 

Santo Antônio do Retiro foi elevado à categoria de Distrito do Município do Rio Pardo de Minas em 30 de março de 1964, criado pela lei Estadual nº 2.764, de 30 de dezembro de 1962, e pela lei Municipal número 364, de 20 de fevereiro de 1964, com território desmembrado dos Distritos de Serra Nova, Montezuma e Sede. Antes o povoado era parte do Distrito de Santana de Água Quente, criado em 1890 e instalado em 24 de fevereiro de 1924. 
 

O ensino das letras iniciou-se a partir de Aristides Soares Pereira pelos idos de 1918 a 1919, recebendo o ordenado de 400 mil-réis pelo período. Após ele, veio Messias Paes Rodrigues, antes carcereiro em Rio Pardo, nomeado pela Prefeitura de Rio Pardo professor primário, em 31 de maio de 1919, saiu em 1925. Tivemos ainda Elvina Prates, nomeada em 27 de julho de 1932, Messias Paes novamente, renomeado em 1º de agosto de 1933, ficando até 1945, Maria Rainha dos Anjos (vulgo Bilica), nomeada em 14 de março de 1947, Geralda Magalhães, anos 1950. Messias Paes, Maria Rainha e Elvina Prates lecionavam em suas casas por falta de um prédio escolar, construído pelos idos dos anos 1950. Inclusive ainda existe a antiga casa onde Messias Paes lecionava à Rua Gasparino Gomes, vizinha do Sr. Diocelino Soares.
 

Após esses tivemos José Fernandes (Zico), que foi diretor, Laudy Silva Ribeiro, que também foi diretora, Maria Rita da Conceição (Rita), Alvina de Deus Ferreira, Alaíde Gomes Silva, Maria Sofia Lopes, Maria Nogueira, Araci Francisca da Silva, José Pereira Costa, Josina Antunes Silva, Maria Edna Borborema, que também foi diretora, Elvina Antunes Silva, Felicidade Antunes Sá, Cleusa Soares, depois Soares Campos, Maria Cleusa Silva Ribeiro, depois Silva Rocha, Maria de Fátima Moura, dentre outros, que pedimos desculpas por não podermos citar aqui por uma questão puramente espacial.
 

O primeiro recinto escolar chamava-se Prédio Escolar “Dr. Getúlio Vargas”. Tanto professores municipais quanto estaduais lecionavam nesse mesmo prédio. Foi reformado na gestão do Prefeito Odílio Fernandes (1977 – 1983), filho de Etelvino Costa. Depois, homenageando o ilustre prefeito, o prédio escolar, que por essa época chamava-se Escola de Santo Antônio do Retiro, passa então a chamar-se Escola Estadual “Prefeito Odílio Fernandes Costa”.
 

Antes tínhamos apenas o ensino de 1ª a 4ª série. O ensino de 5ª a 8ª série foi trazido pelo mesmo Odílio Fernandes Costa. Ensino médio tivemos pelos idos dos anos 1990. Hoje temos o ensino público municipal, mantido pela Prefeitura na Sede, com a Escola Municipal “Capão”, e na zona rural, e o público estadual, com a Escola Estadual “Prefeito Odílio Fernandes Costa”, na Sede, e com a Escola Estadual “João Fernandes Ribeiro”, na Caroba, zona rural. No entanto, o ensino médio só é oferecido pela escola estadual da Sede.
 

Odílio Fernandes também trouxe para o Retiro energia elétrica, reformou o antigo cemitério, posto de saúde, construiu mercado municipal, implantou rede de distribuição de água. Muito fez pelo Retiro tanto como vereador eleito na 31ª CM em 1959 e na 32ª em 1963, e prefeito, como já referido, e também quando foi proprietário de um caminhão, prestando serviços.

 

O então Distrito de Santo Antônio do Retiro tornou-se município em 21 de dezembro de 1995 pela Lei Estadual 12.030 de 21 de dezembro de 1995, desmembrando-se do município de Rio Pardo de Minas.
 

O ponto mais alto do município é o monte do Pau d’Arco, com cerca de 1500 metros seu cume. Local com várias inscrições lapidares, em pedras, feitas outrora por antigos habitantes indígenas da raça dos Tapuias. Inscrições semelhantes também podem ser encontradas numa grande pedra nas proximidades do lugar Lagoa Escura e Cedro.
 

O atual município é constituído de comunidades, povoados e fazendas, quais sejam: Caroba, Rio Pardinho, Rio Pardinho II, Riacho de Areia, Capão, Fortuna, Mandassaia, Brejo Grande, Sucuruiu, Santo Antoninho, Canabrava, Lagoa Escura, Passos do Cavalo, Coqueiro, São Simeão, Vereda da Cruz, Esbarrancado, São Roque, Duas Barras, Cedro, Tamboril, São Joaquim, Pau d’Arco, Lameirão, Riacho Fundo, Mata de São João, Praia, Pastinho, dentre outros. Todos de habitação ainda do século XIX, quando não do século XVIII, como é o caso do São Joaquim e Cedro, cujos povoadores foram os Rodrigues de Oliveira e os Teixeira Ribeiro, respectivamente.
 

Brejo Grande, Sucuruiu e Santo Antoninho, outrora pertenciam ao antigo município do Tremedal, atual Monte Azul. Em épocas ainda mais remotas, início do século XIX, pertenceram à famosa e poderosa negra dissoluta Maria do Rosário, fundadora do Tremedal. 
 

Sua rede hidrográfica é constituída pelos rios: Cedro (o rio principal da cidade; nasce num local denominado Mata de São João), o rio Mandassaia (do povoado de mesmo nome; “nome esse de uma abelha que fabrica delicioso mel”; na verdade é um ribeirão), o Sucuruiu (que passa na comunidade do Sucuruiu), o Rio Pardinho, Santo Antônio, ribeirão Malhada Grande, Córrego Santo, Pau d’Arco, ribeirão São Roque, córrego das Pedrinhas, córrego Lameirão, córrego do Russão, dentre outros.

 

As primeiras eleições municipais ocorreram em 03 de março de 1996, tendo como adversários o Sr. Manuel Wilson Costa (Azulão) e a Sra. Laudy Silva Ribeiro, sua vice, contra o Sr. Paulo (Paulão) e Sr. José Afonso dos Santos (vice). O vencedor foi o Sr. Manoel Wilson, com 1.672 votos, dos partidos PPB e PFL, Coligação Gente-Retirense. Tomou posse no dia 1° de janeiro de 1997. 

 

Nessa quadra, os primeiros vereadores do novo município eleitos democraticamente foram: Jorge Luiz Figueiredo (Sede), Anízio Bispo Ramos (Caroba), Gilberto Simeão da Silva (Mandassaia), José Pereira Frota (São Joaquim), Nilson Pereira Costa (Sede), Domingos Pereira de Freitas (Mandassaia), Deolino Rodrigues dos Santos (Brejo Grande), Alvimar Valuar da Silva (Caroba) e Aparecida Ferreira dos Santos (Fortuna).

 

Manoel Wilson Costa levou água e energia para a zona rural, calçamento da cidade, construíram praças, escolas na sede e na zona rural, a usina de reciclagem e postagem de Santo Antônio do Retiro, e várias outras obras. Por isso, foi reeleito em 2000 e tomou posse em janeiro de 2001. Dessa vez, seu vice foi o Sr. Antônio Fernandes Costa (Sr. Tininho).

 

Em 1º de janeiro de 2005 subiu ao cargo o Sr. Aílson Fabiano Ribeiro (vulgo Lula), filho de Jaci Fernandes Ribeiro, pelo PSDB, seu vice era o Sr. Ildemar Barbosa da Cruz (vulgo Di de Adriano), filho de Adriano Barbosa da Cruz. Com ele vieram o asfalto Mato Verde – Santo Antônio do Retiro – Montezuma, o Estádio Municipal Josué Gomes, o Centro Municipal de Saúde José Fernandes, o novo Mercado Municipal, o Clube Social Paulo Rossi, a nova sede, sede própria, da Prefeitura Municipal, quadras poliesportivas nas zonas rurais, postos de saúde e novas escolas municipais nas zonas rurais. 
 

O Sr. Aílson Fabiano Ribeiro foi reeleito em outubro de 2008, seu novo vice: Sr. Avilmar Valuar da Silva (vulgo Mazinho). Reassumiu em 1º de janeiro de 2009. Seu mandato venceu em 31 de dezembro de 2012.

Em 1º de janeiro de 2013, assumiu a Administração Municipal de Santo Antônio do Retiro, Manoel Wilson Costa Filho (vulgo Preto), filho do Sr. Manoel Wilson Costa (Azulão), pelo PTB, vencedor das eleições municipais realizadas em 07 de outubro de 2012. No pleito, recebeu 2.241 votos, totalizando 53,69% dos votos válidos. Disputou com Gilson Fernandes Costa (Son de Nita), que ficou em segundo lugar, e Alvimar Valuar da Silva (Mazim), que ficou em terceiro lugar. O vice de Manoel Wilson Costa Filho é Amaury Gonsalves Dias (vulgo Moura).

 

Fato é que Santo Antônio do Retiro muito tem melhorado desde sua fundação, e mais ainda desde sua emancipação. Torcemos para que continue progredindo, tanto material quanto culturalmente; e mantenha sua notoriedade de lugar hospitaleiro. Onde todos são bem vindos! Sua história cabalmente o comprova!

 

Referências Bibliográficas:
 

ÂNGELIS, Newton de. Efemérides Riopardenses: 1698 - 1972. Rio Pardo de Minas: R&S Arte Gráfica de Salinas, 1998. 4v.
GOMES, Arthur Jardim de Castro. Água Quente ou Montezuma. Belo Horizonte: Cultura, 1987. 85 p., il.
LIMA, Lourenço Moreira. A Coluna Prestes (Marchas e Combates). São Paulo: Editora Alfa-Ômega, 1979.
NEVES, Antonino da Silva.  Chorographia do Municipio de Boa Vista do Tremedal  – Estado de Minas Geraes. Belo Horizonte: Revista do Archivo Publico Mineiro. 1908a.

__________. Chorographia do Municipio do Rio Pardo – Estado de Minas Geraes. Belo Horizonte: Revista do Archivo Publico Mineiro. 1908b.
PARDINHO, Eleandro. [Monografia Histórica e Genealógica de Santo Antônio do Retiro - Minas Gerais (1783 - 2013)]. [Manuscrito].
PIRES, Simeão Ribeiro. Raízes de Minas. Montes Claros: Editora Unimontes, 2007. 
RIBEIRO, João Pedro; PEREIRA, Karla Cerúlia Rodrigues. [História de Santo Antônio do Retiro]. [Trabalho Escolar].
RODRIGUES, Messias Paes. [Escrituração de lembrança e até algumas lições]. [Santo Antônio do Retiro] [s.n.], [19_]. Manuscritos. Numeração imprecisa.
Forças Vivas da Nação – Estado de Minas Gerais. Nossos políticos. 1980. Tomo VI.
Livros de Óbitos do Cartório de Santo Antônio do Retiro (1964 – 2013).

 

Moradores Entrevistados:

Diocelino Soares Pereira, Antônio Fernandes Costa (Sr. Tininho), Maria José da Cruz (Maria Preta), Elvina Antunes Silva, Alice Fernandes Ribeiro (Caçula), Sebastião Teixeira Ribeiro, Marina Pardinho Gomes (Dona Dôzinha), Clemente José de Oliveira (Clemente Jipe), José Pardinho de Souza (Zé Vermelho), Elvina Gomes.

 

Fonte da Informação

NOTA FISCAL DE SERVIÇOS ELETRÔNICA

PORTAL DA TRANSPARÊNCIA

E-SIC

PREVISÃO DO TEMPO

VISITAS

134239




PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTO ANTÔNIO DO RETIRO MG

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